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Resumos

Hélio Fervenza

Livros, percursos, desertos ou Em caso de emergência: retire o lacre, use o martelo para quebrar o vidro.

Os livros podem propiciar para alguns artistas a criação de espaços para veicular e narrar percursos ocorridos ou fictícios, e livros podem ser eles mesmos travessias. Mas o que implicaria o pensar e a experiência de um livro como travessia? O que seria da narrativa de uma viagem, ou o que seria das indicações para a travessia de um deserto? O que seria a criação de um percurso a partir de um livro ou de uma narrativa já existente? Afinal, nossa época possui uma formidável capacidade de produzir, reproduzir e multiplicar imagens que circulam também através de livros relacionados aos mais diversos assuntos, produzindo espaços e imaginários também múltiplos e em deslocamento. Assim, trataremos de alguns livros de minha autoria como “O + é deserto”, mas também das criações de outros artistas como Paul-Armand Gette e o tríptico que ele realizou tendo como uma de suas partes a “Viagem à Lapônia” de Lineu, bem como o livro “Titanic’s wake” de Allan Sekula.

 

Daisy Turrer

O livro de artista e o paratexto

A palestra aborda o livro de artista, a partir das leituras de O livro de Areia de Jorge Luis Borges e o Livro Carbono de Waltercio Caldas, através das teorias sobre o espaço da escrita no livro sob a perspectiva do paratexto.

O livro de areia “sem princípio nem fim” e O livro carbono, “feito sendo”, em permanente estado de impressão, definem-se como objetos, pela mesma subversão, pelo paradoxo de negar o espaço do livro no próprio livro.

 

Martha Hellion

Gestualidade e Performance no Livro de Artista

Este é um tema que explora os comportamentos (hábitos) que se realizam por meio de gestos, da expressão, através dos movimentos do corpo, das mãos, dos olhos, que se ativam consciente ou inconscientemente ao entrar em contato; esse contato necessário para experimentar o Livro de Artista, para perceber assim, em um sentido mais amplo e profundo, sua leitura, o que por sua vez dependerá de sua forma e conteúdo, pois cada livro proporá distintos cenários e campos visuais para experimentar.

Assim,  se considera que no proceso criativo e de produção destas obras poderia haver ou não uma finalidade programada, que estas poderiam ser lidas de certa forma, com outros olhares ativados desde outras perspectivas, e por isso poderiam ter um caráter performativo.

 

Maria do Carmo de Freitas Veneroso – EBA/UFMG

Palavras e Imagens em Livros de Artista

Neste trabalho, farei uma breve introdução às raízes do livro de artista e aos seus antecedentes no século XX, apresentando em seguida algumas abordagens do livro de artista como obra intermidiática, explorando principalmente as relações entre palavra e imagem. Fará parte deste recorte, em primeiro lugar, o projeto de ensino “Impressão, texto, imagem”, que venho desenvolvendo com estudantes de graduação e de pós-graduação da EBA/UFMG, e que realizei também com alunos da Escola de Belas Artes da Universidade de Indiana em Bloomington, no primeiro semestre de 2009, como Artista Visitante. Em seguida apresentarei alguns aspectos da minha produção envolvendo livros e finalmente explorarei alguns exemplos de livros de artistas que também envolvem relações entre palavra e imagem.

Paulo Silveira

A crítica e o livro de artista

A apresentação reunirá observações acumuladas nos últimos anos a propósito da crítica sobre uma invenção específica da arte contemporânea, o livro de artista, entendido como obra isolada ou como constituição de uma possível categoria. Os métodos das artes visuais são tanto o ponto de partida como de chegada dessas considerações, ainda que possamos buscar informações em outros campos de conhecimento estético. É da plataforma construída pela história e teoria da arte que será examinado o objeto para análise e fruição, sem deixarmos de olhar de volta, criticamente, para aquele que mira. Para as reflexões propostas, a crítica fundamental da obra só é possível porque a história e a teoria a precedem.

Amir Brito Cadôr

O signo Infantil em Livros de Artista

Os livros infantis, de modo geral, antecipam o que será o livro no futuro. O que de mais interessante existe em termos editoriais no que diz respeito a materiais, formatos, cortes especiais e acabamentos, pode ser encontrado nos livros infantis.

Que elementos podem distinguir um livro de artista feito para crianças de um livro infantil comum? É possível fazer esta distinção?

A palestra aponta alguns temas comuns em livros infantis, e também presentes em livros de artista: os livros para colorir, o alfabeto, histórias fantásticas, jogos e brincadeiras.

A capacidade de imaginar e se encantar diante de uma obra de arte, pode iniciar através do contato com as obras de Bruno Munari, Remy Charlip, Paul Rand, Claude Closky, entre outros.

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