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Sinais de Fumaça

17/10/2009

Exposição “Sinais de Fumaça” no Centro Cultural São Paulo
São Paulo, de 28 de agosto a 8 de novembro de 2009

O Centro Cultural São Paulo apresenta a exposição Sinais de Fumaça, que exibe um recorte da coleção de publicações e edições de artista FMRA, mantida pelo Centre National de l’Estampe et de l’Art Imprimé – CNEAI (Chatou, França), incluindo também peças pertencentes à Coleção de Arte da Cidade, ao Arquivo Multimeios e à Biblioteca Volpi, sediados no Centro Cultural São Paulo. Completam a mostra obras inéditas dos artistas Ana Luiza Dias Batista, Arnaud Maguet, Cadu, Carlos Issa, Rodrigo Matheus, Stéphane Magnin e da dupla A constructed world. A curadoria é assinada por Fernanda Albuquerque, curadora de artes visuais do CCSP, Sylvie Boulanger, curadora do CNEAI, e Carla Zaccagnini, artista e curadora independente.

Sinais de Fumaça integra a programação oficial do Ano da França no Brasil. Antecedendo a exposição, entre os dias 20 e 22 de agosto, o espaço Tijuana, da galeria Vermelho, e o CNEAI organizam a feira de artes impressas Salon Light. O evento reúne artistas e editores independentes com o objetivo de criar uma plataforma de difusão de publicações e edições de artista.

Sinais de Fumaça

A comunicação por sinais de fumaça baseia-se na decodificação de signos visuais. Se por um lado ela possibilita a difusão de mensagens a longas distâncias, por outro a sua leitura depende de um olhar atento e do reconhecimento dos códigos utilizados, bem como de condições climáticas favoráveis. Esta exposição toma emprestado esse termo para fazer referência a estratégias de disseminação da arte que vão além da exibição de obras em museus e galerias, valendo-se de suportes e mídias que propiciam uma propagação alastrada do pensamento e prática artísticos, capaz de atingir destinatários distantes e incalculáveis. Por sua existência múltipla e descentralizada, as publicações de artista (livros, jornais, revistas, panfletos, cartazes, postais, folhetos e outros impressos) e as edições ilimitadas (CDs, DVDs, LPs, camisetas, adesivos, cartões telefônicos, tecido ou papel estampado, etc) são meios privilegiados para essa forma de veiculação.

A exibição em um espaço museológico de trabalhos que questionam a circulação restrita a esse contexto não é um movimento simples (nem um dilema novo). Sinais de Fumaça parte desse problema para realizar um recorte da coleção de publicações e edições de artista FMRA, mantida pelo CNEAI, incluindo também peças pertencentes à Coleção de Arte da Cidade, ao Arquivo Multimeios e à Biblioteca Volpi, sediados no Centro Cultural São Paulo. Nesse sentido, estratégias de circulação e disseminação características dessa produção artística foram aqui tomadas como assuntos ou campos de interesse que definem os quatro pontos de partida da exposição: deslocamento, movimento, propagação – troca, intercâmbio, correspondência – multiplicação, repetição, reprodução – relação texto-imagem, decodificação, tradução.

As demandas de conservação de peças pertencentes a coleções públicas exigem uma exibição protegida, distante do tipo de aproximação que a natureza desses trabalhos pediria. Estáticas por detrás dos vidros, as obras se oferecem recortadas e associadas umas às outras como em uma colagem, criando um discurso a partir da soma de detalhes. Em contraposição, algumas publicações são disponibilizadas não apenas para manuseio, mas também para cópia, o que reafirma o seu caráter reprodutível e a possibilidade desses trabalhos circularem por outros espaços e situações.

Sinais de Fumaça inclui, por fim, a participação de oito artistas que desenvolveram obras inéditas em diálogo com o foco da mostra. Stéphane Magnin, Arnaud Maguet e a dupla A constructed world criaram espaços de leitura, escuta e consulta para esses materiais, propondo situações e recortes que provocam diferentes relações com as obras expostas. Já Ana Luiza Dias Batista, Cadu, Carlos Issa e Rodrigo Matheus foram convidados a pensar em trabalhos que tomam a linguagem impressa, a idéia de reprodutibilidade e a possibilidade de circulação como estratégias de ampliação da sua presença, do seu potencial de comunicação ou do seu sentido.

Carla Zaccagnini e Fernanda Albuquerque

Data e horário
29 de agosto a 08 de novembro
Terça a sexta, das 10h às 20h; sábado, domingo e
feriado, das 10h às 18h
Entrada franca
 
Local
Centro Cultural São Paulo
Sala Tarsila – Piso Caio Graco
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
São Paulo SP
 
Maiores informações
Fone 11 3397-4002
Website: www.centrocultural.sp.gov.br

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